quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Acções automáticas e acções intencionais
são um “2 em 1” no nosso cérebro

Rui Costa publica na Nature Communications

2013-08-06
 
 
 
“Carregar no botão do elevador do nosso local de trabalho é, ao fim de algumas viagens, uma acção automática - um hábito. Mas, e se tivermos de usar um elevador onde nunca entrámos? Nesse caso, carregar no botão passa a ser uma acção intencional.”
É com este exemplo que Rui Costa, investigador do Programa Champalimaud de Neurociências, explica a importância de podermos, no nosso dia a dia, alternar entre acções automáticas e intencionais, de forma rápida e correcta. 
Desvendar o circuito neural que está na base desta capacidade que, de certo modo, nos permite quebrar hábitos, foi o ponto de partida do estudo conduzido por Rui Costa e Christina Gremel, na Fundação Champalimaud em Portugal e no NIAAA, National Institutes of Health (NIH) nos EUA, e que é hoje, 6 de Agosto, publicado na revista Nature Communications.

Para este estudo foi desenvolvida uma tarefa na qual os ratinhos alternavam as suas acções intencionais e habituais. Esta tarefa permitiu, pela primeira vez, examinar quais as regiões do cérebro responsáveis pela quebra de hábitos. Estudos anteriores já haviam demonstrado que as acções intencionais são controladas pela região mais medial do estriado e que as acções automáticas são resultado da actividade neural na região mais dorsal desta mesma área do cérebro.

@@O que este estudo vem agora revelar é que existe uma área do córtex - área órbito-frontal - fundamental para a alternância entre os dois tipos de acções. Rui Costa explica que “quando inibimos neurónios da área órbito-frontal do córtex de ratinhos, conseguimos reduzir as suas acções intencionais. Já quando estes mesmos neurónios, através de uma técnica chamada optogenética, observamos um aumento selectivo das acções intencionais.”

Para este investigador, os resultados deste estudo sugerem “algo extraordinário pois os mesmos circuitos neurais funcionam de uma forma dinâmica, permitindo a aprendizagem de acções automáticas e intencionais em paralelo.”

A descoberta desta função da área órbito-frontal do córtex poderá ter importantes implicações clínicas, nomeadamente ao nível da neuropsiquiatria, uma vez que é uma das áreas afectadas nos pacientes com distúrbio obsessivo-complusivo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013


Estudo conclui que existem traços ligeiros de autismo em raparigas com anorexia

 

Através da medição de três quocientes, investigação concluiu existirem semelhanças quando à obsessão por sistemas e detalhes.

Um estudo realizado com raparigas anorécticas revelou que estas manifestaram comportamentos com características ligeiras de autismo, o que pode abrir caminho a novos métodos de tratamento de pessoas que sofrem deste distúrbio alimentar. Segundo Simon Baron-Cohen, que liderou a equipa do Centro de Investigação de Autismo da Universidade de Cambridge, que realizou o estudo, “a mente de uma pessoa com anorexia pode partilhar muito com a mente de uma pessoa com autismo”.

Para esta investigação foram analisados dois grupos de adolescentes. Um com 66 raparigas com anorexia confirmada clinicamente, com idades entre os 12 e os 18 anos. Um segundo grupo era formado por 1609 adolescentes sem o distúrbio alimentar, com o mesmo intervalo de idades. Ambos foram submetidos a testes de medição dos quocientes do espectro de autismo, de sistematização e de empatia.

Quando comparadas com raparigas sem qualquer perturbação no quociente do espectro de autismo, as adolescentes anorécticas mostraram um número de traços autistas acima da média. O mesmo se passou ao ser analisado o seu interesse em repetição de padrões e sistemas com regras previsíveis. Ficaram, no entanto, abaixo da média quanto à empatia, uma característica semelhante, ainda que menos pronunciada, ao verificado em pessoas com autismo.

Segundo o estudo, divulgado esta terça-feira, estas conclusões sugerem que as duas disfunções podem ter em comum traços subjacentes. Simon Baron-Cohen, citado no comunicado publicado pela Universidade de Cambridge, sublinha que “tradicionalmente, a anorexia tem sido vista apenas como um distúrbio alimentar”. O especialista em autismo diz tratar-se de uma conclusão “razoável”, uma vez que “o perigo do baixo peso e o risco de malnutrição ou mesmo morte tem que ser a principal prioridade” em casos de anorexia.

Mas Baron-Cohen argumenta que há novos dados que podem mudar a forma como deve ser abordado um determinado caso de anorexia. “Esta nova investigação sugere que subjacente ao comportamento superficial, a mente de uma pessoa com anorexia pode partilhar muito com a mente de uma pessoa com autismo”.

Semelhanças
O investigador realça depois algumas semelhanças encontradas no estudo, nomeadamente o facto de na anorexia e no autismo existir “um forte interesse em sistemas”. No caso das raparigas com anorexia, estas adoptam sistemas rotineiros centrados no peso, alimentos ingeridos e estrutura do corpo. Surgem assim traços semelhantes quanto à existência de comportamentos e atitudes rígidas ou a obsessão com os detalhes.

Bonnie Auyeung, um dos elementos da equipa que realizou o estudo, sublinha outra das conclusões que podem ser retiradas deste trabalho. A especialista, que trabalha no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge, realça que o autismo é “diagnosticado mais frequentemente nos homens” mas que a “proporção de mulheres com autismo pode estar a ser negligenciada ou mal diagnosticada, por serem casos que chegam às clínicas com sendo de anorexia”.

E de que forma o estudo agora apresentado pode ajudar? Tony Jaffa, outro dos responsáveis pela investigação, explica que, por exemplo, nas anorécticas pode tentar alterar-se os seus interesses obsessivos pelo peso e dietas para uma forma equilibrada de trabalhar o modo como vêem o corpo. “Reconhecer que alguns doentes com anorexia podem também precisar de ajuda com competências sociais e de comunicação e na adaptação à mudança, também nos dá um novo ângulo de tratamento”, defende.

Notícia do Público de 6 de Agosto de 2013.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013


Lectura y Cerebro

 

¿Qué procesos intervienen en nuestra capacidad lectora?

 



La lectura es, además de un placer, un acto sumamente beneficioso para nuestro cerebro, ya que aumenta la capacidad de concentración, promueve la empatía y representa un ejercicio útil para evitar la pérdida de las funciones cognitivas.

 

Leer produce modificaciones en la anatomía cerebral, favoreciendo las conexiones nerviosas, ya que aumenta notablemente la actividad cerebral, especialmente en el hemisferio izquierdo. Cuando leemos una palabra aislada, se estimulan numerosas zonas del cerebro y cuando tratamos de comprender un texto, nuestro cerebro completa los datos del mismo con la propia experiencia e imaginación. Al leer, somos capaces de recrear situaciones, escenas, rostros o estados emocionales con toda fidelidad, y al hacerlo se estimulan zonas del cerebro similares a las que se activarían si realizáramos ésas mismas acciones en nuestra vida real.

 

La lectura es una capacidad humana aprendida, que requiere de un trabajo conjunto de retina y cerebro para la captación de las imágenes de las letras, su agrupación en sílabas y su posterior procesamiento del significado de las palabras. Desde la aparición relativamente reciente de la escritura, hace 5.400 años, nuestro cerebro y nuestro sistema visual han requerido de una adaptación para el reconocimiento de los caracteres que la componen. Gracias a este trabajo conjunto entre retina y el cerebro somos capaces de descifrar la escritura y entender su significado. Para ello, la fóvea, área central de la retina, recibe la información visual. La fóvea es la única parte de la retina que tiene una alta concentración de células fotorreceptoras sensibles al color, mientras que el resto de la retina contiene células fotosensibles monocromáticas, especializadas en la captación del movimiento. Es por ello que la fóvea es la parte de la retina encargada de la visión en alta resolución. Al ser su diámetro aproximado de 0.5 milímetros, sólo abarca un campo visual de 15 grados, por lo que sólo somos capaces de reconocer entre siete y nueve letras al mismo tiempo. Como resultado, y aunque no somos conscientes de ello, leemos mediante movimientos rápidos del ojo, de entre 20 y 200 milisegundos, denominados movimientos sacádicos, que nos permiten detectar las partes relevantes y construir nuestro mapa mental. Cada movimiento sacádico transmite información al cerebro a través del nervio óptico, conservando también la información relativa al brillo y al contraste. Para que fuéramos capaces de captar una escena completa en alta resolución, el diámetro de nuestro nervio óptico debería ser mayor que el diámetro del propio nervio ocular.

 

En los momentos previos a los movimientos sacádicos del ojo, se produce lo que se llama enmascaramiento sacádico o supresión sacádica, fenómeno causante de que, pese a percibir las imágenes de manera discontínua, no tengamos la sensación de que momentáneamente se ha interrumpido la trasmisión de información al cerebro. Para observar este fenómeno, podemos realizar un simple experimento consistente en situarnos a unos 45 cm de un espejo y observar nuestros ojos de manera sucesiva. No conseguiremos captar el movimiento de los ojos, pero tampoco tendremos la sensación de que la imagen ha sido interrumpida en ningún momento.

 



En el aprendizaje de la lectura juega un papel fundamental la región del lóbulo occipito-temporal izquierdo, situado en la parte trasera de la cabeza, detrás de la oreja izquierda. Hasta hace unos años, se sabía que esta región tenía implicaciones durante la lectura, ya que se activaba al realizar esta actividad, pero ahora sabemos que no sólo está implicada, sino que es indispensable para ella, ya que su extirpación provoca fallos tanto en la lectura como en su comprensión. Los estudios realizados al respecto muestran que todas las personas, independientemente del idioma o del grado de aprendizaje lector, muestran activación en esta zona durante la lectura, incluso en el caso de los textos en árabe o en hebreo, que se leen de derecha a izquierda.

 

Es sorprendente a este respecto que un elemento cultural como es la lectura, muy reciente en términos de evolución e innecesario para la supervivencia de la especie, ha acabado teniendo un espacio propio en el cerebro.

 

Al igual que la capacidad de leer no es innata, sino aprendida, esta habilidad se puede mejorar con entrenamiento hasta cierto límite. Las personas que tienen la lectura como hábito pueden llegar a leer entre 400 y 500 palabras por minuto, pero este límite es difícilmente superable por las características biológicas propias de la fóvea.

 

Los investigadores temen que los hábitos creados por las nuevas formas de comunicación produzcan una alteración de la capacidad de concentración  en la lectura, debido al poco vocabulario que se maneja y las abreviaturas utilizadas, y que esto desemboque en que evolucione de manera negativa nuestra capacidad lectora y con ello mermen los beneficios que provoca en nosotros la lectura, tales como el incremento del vocabulario, la mejora en la ortografía, el perfeccionamiento en la manera de hablar, las habilidades sociales, la capacidad de síntesis o la empatía. De la misma forma, el aumento de las horas que la media de la población dedica a ver la televisión, va en detrimento del proceso mental más complejo que requiere la lectura, ya que en la mayoría de programas prima más la espectacularidad que el contenido, y el espectador es un mero elemento pasivo en contra de lo que ocurre con la lectura, donde participa activamente.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


  
 
 
 
 
 

Notícia do site TEK de 26 de Julho de 2013.

O bom senso já o dizia, mas um estudo publicado no jornal BMC Public Health comprova que quanto maior a utilização de dipositivos eletrónicos menor é a duração dos ciclos de sono, causando perturbações nos ritmos de aprendizagem.

O estudo foi realizado na Finlândia, onde investigadores do Folkhälsan Research Center analisaram os hábitos de uso de TVs, computadores e telemóveis de crianças entre os 10 e os 11 anos, assim como os seus padrões de sono.

As conclusões agora publicadas revelam que os jovens que passam mais tempo a ver TV ou no computador dormem menos e deitam-se mais tarde, mostrando-se muitas vezes cansados e com dificuldade em adormecer.

Segundo o estudo, a quantidade de horas de sono tem uma ligação direta com o desempenho escolar e a saúde física e psicológica e o uso intenso de equipamentos eletrónicos torna-se prejudicial.

A investigação realizada mostra que as crianças que têm TV ou computador no quarto deitam-se mais tarde nos dias de escola e ao fim de semana, o que resulta em menos horas dormidas, apesar das raparigas mostrarem alguma recuperação ao fim de semana, dormindo mais horas à medida que crescem.

Esta é apenas uma das diferenças identificadas entre os hábitos das raparigas e dos rapazes analisados no estudo, verificando-se também que os rapazes têm tendência para usar o computador até mais tarde.

Teija Nuutinen, que liderou o estudo, defende que os hábitos de utilização destes equipamentos têm de ser revistos, sobretudo porque os adolescentes têm necessidade de dormir mais horas. “Os hábitos de media têm de ser revistos nas crianças que estão cansadas e que têm dificuldade em se concentrar, ou que revelam problemas de comportamento causados por falta de sono”, afirma.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013



2ª edição
LISBOA|
 18 e 19 Outubro 2013
3ª edição
PORTO| 24 e 25 Janeiro 2014 

Docente: Mestre Susana Capitão


Destinatários: Estudantes Universitários de Terapêutica da Fala; Terapeutas da Fala e outros profissionais com interesse mediante avaliação curricular.


APRESENTAÇÃO:

A surdez é a alteração sensorial mais comum no ser humano. Estima-se que, aproximadamente, 4% de indivíduos com menos de 45 anos e 29% com 65 ou mais anos tenham défice auditivo.Um dos problemas que podem surgir nas crianças com surdez é a não existência de comunicação verbal, o que torna necessário um conhecimento aprofundado sobre as ajudas auditivas existentes.Este curso irá abordar os aspectos anatómicos e fisiológicos que originam a surdez e dar ferramentas ao Terapeuta da Fala para conduzir a forma de intervenção.

 

OBJETIVOS:
Adquirir noções anatómicas e fisiológicas da mecânica da audição.
Aumentar o conhecimento das ajudas técnicas existentes e suas respectivas aplicabilidades.
Dar a conhecer os instrumentos e formas de avaliação existentes.
Explicar os modelos de intervenção existentes e opções de comunicação na surdez.
Aumentar o conhecimento sobre o papel da família na intervenção.

 

METODOLOGIA DE ENSINO:
O curso será organizado numa perspectiva teórico-prática, com suporte audiovisual e participação activa do formando. Com incidência na apresentação e discussão de temas específicos de Avaliação e Intervenção e apoio ao trabalho desenvolvido pelo aluno. 


CERTIFICADO
O Certificado de Formação Profissional é emitido sempre que os formandos atinjam os objetivos pedagógicos que figuram no programa do curso de formação. Os formandos terão de frequentar pelo menos 75% do número total de horas da formação.